sexta-feira, 2 de julho de 2010

Unijuí presta homenagem ao seu primeiro reitor



Baggio recebe o título de professor emérito

Com um longo discurso, em que relatou pequenos episódios que ilustram como ocorreu o processo de transformação dos Centros Integrados de Ensino Superior de Ijuí (Ciesi) na Universidade de Ijuí (Unijuí), Adelar Francisco Baggio participou ontem de sessão solene do Conselho Universitário da Unijuí que conferiu ao primeiro reitor da universidade o título de professor emérito.
Cerca de 150 convidados acompanharam a homenagem, que marca a passagem dos 25 anos da conquista. A portaria publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho de 1985, pelo então ministro da Educação, Marco Maciel entrou para a memória da instituição, assim como a participação fundamental do ex-reitor Baggio na transformação de Ijuí em uma cidade universitária.
Na solenidade, também foram citados e convidados a se levantar para receber os aplausos do público, membros do conselho superior da instituição, seguido de funcionários e alunos da época em que a Unijuí se tornou a primeira universidade da Nova República. Também foi lembrado o papel da imprensa no apoio e divulgação da articulação em busca da universidade, que teria a solenidade oficial de instalação realizada em 20 de outubro de 1985 na Sociedade Ginástica de Ijuí, com a presença do ministro da Educação. Na mídia impressa, foi destacada a participação do Jornal da Manhã e da jornalista Regina Perondi. Também foram lembrados os comunicadores Valdir Heck, Adelar Amarante e Hélio Lopes.
"Nunca tantos esperam tanto de um só". A frase dita pelo ex-presidente da Fidene Argemiro Jacob Brum foi destacada por Baggio. Segundo contou, foi em uma das suas idas para Brasília, na ocasião para resolver problemas referentes ao curso de férias. "Recebi o bilhete que citava pessoas que eu deveria procurar e realmente me dei conta da minha responsabilidade na instituição", declara.
Outra história lembrada por Baggio foi o dia em que ele ficou das 14h às 20h esperando na antessala do Ministério do Planejamento. Não foi recebido e quando Delfim Netto saía, ouviu de um assessor que o professor ainda estava esperando. "Lembro do ex-ministro dizer no elevador: você tem o tempo daqui até o primeiro andar para me convencer a apoiar o projeto e eu consegui", conta. "Recebo este título com muito orgulho", afirmou Baggio. Antes do discurso, a apresentação do coral "Bel Vivere" da etnia italiana emocionou e arrancou lágrimas do homenageado. Baggio foi um dos precursores do movimento das etnias de Ijuí e presidente da etnia italiana.
Baggio citou também no discurso sua participação na formatação do planejamento estratégico da Unijuí, o período de mudança na universidade na fase de redemocratização, o movimento da Retomada de Desenvolvimento em Ijuí, as campanhas com o envolvimento da comunidade e o surgimento do movimento étnico.
Ao final, foi servido um café da tarde para confraternização dos convidados. Às 17h, foi feita a foto dos 25 anos em cada um dos campi. Em Ijuí, a concentração foi em frente à Biblioteca.

Um comentário:

  1. Na foto: Eu e as jornalistas Regina Perondi e Marilise Bindé.

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