quarta-feira, 28 de julho de 2010

Jornalismo Aventura

Hoje, fiz uma bela matéria sobre o trigo. Visitei o produtor Valdir Desordi, da Linha Base. Ele e a esposa Claudia Tissot Desordi me receberam com todo o carinho. O lugar é lindo. Um vale verdejante, mas para chegar até o campo foi bem arriscado. Tive que atravessar uma pinguela de 30 anos. Madeira de espessura reduzida e coberta de limo. Para apoio das mãos, um mísero arame superfolgado, que não proporcionava estabilidade alguma. E a passagem era alta, uns dois metros. Depois subimos uma colina íngreme. Cansativo. Jornalismo aventura.





terça-feira, 27 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fui homenageada pela EFA





Estou muito feliz com a homenagem das professoras da EFA. Não esperava. Cheguei para a cobertura a Jornada Literária da escola e fui pega de surpresa. Fiquei muito emocionada. Legal o reconhecimento. Valeu!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Unijuí presta homenagem ao seu primeiro reitor



Baggio recebe o título de professor emérito

Com um longo discurso, em que relatou pequenos episódios que ilustram como ocorreu o processo de transformação dos Centros Integrados de Ensino Superior de Ijuí (Ciesi) na Universidade de Ijuí (Unijuí), Adelar Francisco Baggio participou ontem de sessão solene do Conselho Universitário da Unijuí que conferiu ao primeiro reitor da universidade o título de professor emérito.
Cerca de 150 convidados acompanharam a homenagem, que marca a passagem dos 25 anos da conquista. A portaria publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho de 1985, pelo então ministro da Educação, Marco Maciel entrou para a memória da instituição, assim como a participação fundamental do ex-reitor Baggio na transformação de Ijuí em uma cidade universitária.
Na solenidade, também foram citados e convidados a se levantar para receber os aplausos do público, membros do conselho superior da instituição, seguido de funcionários e alunos da época em que a Unijuí se tornou a primeira universidade da Nova República. Também foi lembrado o papel da imprensa no apoio e divulgação da articulação em busca da universidade, que teria a solenidade oficial de instalação realizada em 20 de outubro de 1985 na Sociedade Ginástica de Ijuí, com a presença do ministro da Educação. Na mídia impressa, foi destacada a participação do Jornal da Manhã e da jornalista Regina Perondi. Também foram lembrados os comunicadores Valdir Heck, Adelar Amarante e Hélio Lopes.
"Nunca tantos esperam tanto de um só". A frase dita pelo ex-presidente da Fidene Argemiro Jacob Brum foi destacada por Baggio. Segundo contou, foi em uma das suas idas para Brasília, na ocasião para resolver problemas referentes ao curso de férias. "Recebi o bilhete que citava pessoas que eu deveria procurar e realmente me dei conta da minha responsabilidade na instituição", declara.
Outra história lembrada por Baggio foi o dia em que ele ficou das 14h às 20h esperando na antessala do Ministério do Planejamento. Não foi recebido e quando Delfim Netto saía, ouviu de um assessor que o professor ainda estava esperando. "Lembro do ex-ministro dizer no elevador: você tem o tempo daqui até o primeiro andar para me convencer a apoiar o projeto e eu consegui", conta. "Recebo este título com muito orgulho", afirmou Baggio. Antes do discurso, a apresentação do coral "Bel Vivere" da etnia italiana emocionou e arrancou lágrimas do homenageado. Baggio foi um dos precursores do movimento das etnias de Ijuí e presidente da etnia italiana.
Baggio citou também no discurso sua participação na formatação do planejamento estratégico da Unijuí, o período de mudança na universidade na fase de redemocratização, o movimento da Retomada de Desenvolvimento em Ijuí, as campanhas com o envolvimento da comunidade e o surgimento do movimento étnico.
Ao final, foi servido um café da tarde para confraternização dos convidados. Às 17h, foi feita a foto dos 25 anos em cada um dos campi. Em Ijuí, a concentração foi em frente à Biblioteca.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Família de Dunga responde a críticas de conterrâneos do técnico da Seleção em Ijuí


Torcida ijuiense apoia sim o técnico Dunga

É a quarta vez que Ijuí assiste à Copa do Mundo torcendo por um dos seus mais célebres conterrâneos

Desde ontem, todas as atenções estão voltadas aos astros do esporte mais praticado no planeta. Com exceção dos EUA, Cuba e Venezuela, o futebol é a preferência mundial. Dentre os países, o número um da Fifa veste a camisa canarinho. Na frente da seleção, está Dunga. Todo o país torce pelo sucesso dele e dos seus 23 escolhidos. Mas diante dessa torcida de mais de 191 milhões, estão 79 mil que habitam a terra natal do ex-jogador. Estes assistem pela quarta vez a participação de Dunga nas copas. Três vezes como jogador e agora como técnico.
Embora Ijuí não se intitule a Terra do Dunga, essa relação é próxima. No domínio público, a única referência é modesta. Trata-se do Largo Capitão Dunga, inaugurado após a conquista do tetracampeonato do Brasil com grande festa popular. No âmbito privado, aqui ainda moram os pais e a irmã do técnico, preservados do assédio da imprensa devido à doença que acomete o também ex-jogador Edelceu e que exige cuidado constante da Dona Maria.
É por isso, que nas folgas entre os compromissos, o herói do tetra aparece por aqui. Antes, essas visitas eram acompanhadas de jogos festivos, em que o pai gostava de mostrar o filho campeão aos amigos e todos podiam confraternizar. "A família vive uma dualidade, se por um lado estamos extremamente orgulhosos com o trabalho do Dunga, o momento vivido nos últimos três anos é um dos mais difíceis, contrastando com o lado festivo da Copa do Mundo. Tal fato faz com que a família prefira evitar um maior contato com a imprensa", explica o cunhado do Dunga, Ivo Boratti, porta-voz oficial da família Verri.
Essa realidade adversa motiva reações. Muitos acreditam que Dunga não valoriza a cidade em que nasceu. "É lamentável que pessoas esclarecidas declarem que Dunga não se orgulhe da sua terra", dispara. "Você acha que o presidente Lula, por exemplo, antes de uma reunião na ONU, declara que é natural de Garanhuns", pondera Boratti. Para a professora do curso de Psicologia da Unijuí, Iris Campos, a relação é de reciprocidade. Para ela, Dunga cita Ijuí tanto quanto a cidade cita-o. "O retorno que Dunga dá ao município é proporcional ao que ele recebe", defende. Como exemplo, ela lembra Santa Rosa que construiu uma estátua em homenagem ao memorável goleiro da seleção Taffarel. "A rótula é visível e marcante na cidade", avalia. Para ela, outra explicação pode estar relacionada à personalidade forte do Dunga. "Parece-me que ele faz questão de ser reconhecido pela sua competência e não necessariamente por ter agradado alguém, e isso nem sempre é simpático aos olhos dos outros", pondera.
Outro sentimento que pode estar presente nos momentos de crítica dos conterrâneos ao Dunga é que por ele ser de Ijuí, muitos o conheceram pessoalmente e estranham o fato de ele ter chegado aonde chegou. "É mais difícil tratar como ídolo alguém tão igual a nós, humano como nós, com defeitos também e que conhecemos de perto antes da fama", garante.

Personalidade forte é mal interpretada

Outro foco das críticas ao Dunga vem da imprensa. Mas para o editor de Esporte do Jornal da Manhã, Carlos Alberto Padilha, a realidade não é bem como pintam alguns articulistas do centro do país. Ele já fez mais de oito entrevistas com a celebridade ijuiense, desde o tempo em que o atual comandante da seleção era jogador, e sempre foi bem recebido. "Ele é mal interpretado porque ele não se preocupa com o que a imprensa diz, mas no sentido de confiar no próprio trabalho e reforçando que não é influenciável por uma opinião ou outra", explica.
Padilha garante que Dunga gosta de dar entrevistas, mas para quem mostra conhecer futebol. "Ele responde todas as perguntas e, ao final, a conversa sempre continua, informal, em tom amistoso, bem diferente do que muitos jornalistas sensacionalistas dizem", conta.
Padilha concorda que o fato de ele não se preocupar em agradar pode ser a origem de certas perseguições. Mas esse jeito de ser é um traço da personalidade dele. Ele próprio presenciou em 1979 em um jogo amador no Estádio 19 de Outubro, quando o Dunga junto ao pai e outros esportistas, na época prestes a embarcar para Porto Alegre para jogar no juvenil Internacional, dá um exemplo da sua frieza e fé em si próprio. Dunga ouviu calado outro aspirante a jogador se vangloriar de que se tivesse chance seria um craque. "Dunga escutou calado, sem se preocupar em responder e hoje, aquele que se dizia um ótimo jogador, apenas conheceu a vitória na história do Dunga. Não vingou".
Essa personalidade forte de fato é imprescindível no futebol. "Futebol traz uma posição psíquica muito difícil, é o tudo ou nada, o segundo lugar é considerado uma desonra e isso é perigoso e preocupante", alerta Iris. Ao que parece, Dunga está consciente da responsabilidade que tem. Foi chamado à seleção para moralizar e renovar, após a péssima impressão causada pela seleção comandada por Parreira em 2006. E está fazendo isso apesar das críticas e desconfianças.
Mais do que o Rio Grande do Sul e Ijuí, a quem chama de sua aldeia, nos próximos 30 dias Dunga está representando o País. O que já fez como jogador, quando conheceu a derrota e a glória. Os ijuienses, acima de qualquer posicionamento, querem receber como presente do treinador Dunga o hexacampeonato. Mas se infelizmente, a taça não vier, ele estará preparado para responder pelas escolhas que fez. "Ninguém mais do o Dunga quer trazer a Copa para o Brasil. A gente sabe que não será fácil, mas estaremos ao lado dele em qualquer resultado", finaliza Boratti.